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ATIVIDADES (Ensino Fundamental II)

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

FILOSOFIA 3ºA,B PROFª TELMA - FILOSOFIA ,MITO E RELIGIÃO

Boa tarde alunos.

Estou postando texto para leitura , complementando a aula do dia 6/5/21 do Centro de Mídias.

Dúvidas - email telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br


FILOSOFIA, MITO E RELIGIÃO

 

Mitologia não é uma religião sistemática e institucionalizada mas, uma espécie de religiosidade aberta e mutante. Sofreu transformações ao longo do tempo, de acordo com novas influências culturais.

 

Características: O mito é uma forma de explicação da realidade que utiliza narrativas imaginárias em geral transmitidas oralmente. É uma forma de explicar algo que os seres humanos observam na natureza e que, em princípio, não compreendem.

No mito o conteúdo da narrativa não se questiona. A inteligibilidade é dada.

 

 Religião é um conjunto de crenças, em geral amparadas em um texto, compreendidas como uma revelação de Deus ( ou de um conjunto de deuses) aos seres humanos, que não podem ser contestadas por isso religiões são dogmáticas, se fundamentam em dogmas, que são verdades absolutas que não podem ser questionadas.

 

Características: a) O pensamento religioso apresenta-se como uma “sabedoria”, um conhecimento pronto e definitivo que algumas pessoas têm e outras não, mas que qualquer um pode aprender, desde que aceite os dogmas. Este conhecimento está centrado na fé. A fé não é racional, embora a razão possa ser utilizada como instrumento para compreender os mistérios da fé.

b) Pela organização institucional de um conjunto de pessoas que administram esse conhecimento e a relação das pessoas com ele.

c) Pela definição de rituais na forma de viver esse conhecimento e se relacionar com ele.

 

Filosofia e suas  características  já foram amplamente estudadas no 1º bimestre por isso  vamos analisar as diferenças entre  Filosofia, Religião e Mito:

Os filósofos divergem entre si e a filosofia se distingue da tradição dogmática dos mitos oferecendo uma pluralidade de explicações possíveis..

A filosofia resulta de uma ruptura quanto à atitude diante do saber recebido, problematiza e, portanto, convida à discussão. Na filosofia a inteligibilidade é procurada e rejeita a interferência de agentes divinos na explicação dos fenômenos.

 

Discurso filosófico e discurso religioso

 

a)    Discurso filosófico é marcado pelo questionamento sucessivo, por criticar a fundamentação sobre o saber afirmado, o método utilizado pela filosofia é racional

( o filósofo deve usar a razão crítica - argumentação lógico racional).

     

b)    Discurso religioso : apresenta-se como uma narrativa marcada por metáforas, parábolas e analogías. É um discurso acrítico sem fundamentação crítica.

 

Historiadores da Filosofia, como Werner Jaeger, defendem que a Filosofia não surgiu em contraposição aos mitos, mas sim com base nesses, com base nos temas e preocupações predominantes nos discursos religioso e mitológico registrados em poemas como a Ilíada e a Odisseia de Homero, e nos poemas de Hesíodo.

  


FILOSOFIA 2ºB,C,D, PROF. TELMA - TEORIA DO INDIVIDUO -PARTE 1

 Boa tarde alunos.

Estou postando o texto que enviei através do classroom no dia 5/5/21.

O texto é para leitura e complementa a aula do Centro de Mídias do dia 6/5/21.

Qualquer dúvida - email   telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br


INTRODUÇÃO À TEORIA DO INDIVÍDUO

 

O INDIVÍDUO NA PERSPECTIVA E JOHN LOCKE.

 

Cada indivíduo é único e tem suas particularidades. Historicamente temos ampliado a necessidade de buscar liberdade e autonomia para realizar sonhos, desejos e fazer valer os nossos  interesses. Mas como realizar as necessidades e os desejos individuais na convivência com os outros que trazem consigo os próprios desejos e necessidades? Com a valorização das subjetividades e com a elevação dos valores individuais, tornou-se importante justificar e argumentar acerca do indivíduo e da convivência. Afinal, o que leva o indivíduo a se organizar em sociedade?

 

O CONTRATO - JOHN LOCKE

 

Para John Locke ( 1632-1704) filósofo inglês, assim como para outros pensadores como Thomas Hobbes (1588-1679) e Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), os homens antes de se organizarem em sociedade viviam uma situação chamada  “estado de natureza’ ( sem a figura do estado). Locke argumentou que no estado de natureza os homens eram livres e, dessa forma, não dependiam de outros homens para conduzir a própria vida. Todos eram iguais, recebendo todos as mesmas vantagens e desvantagens da natureza em uma situação de paz. Porém quando um homem procura submeter outro à sua vontade, instala-se o estado de guerra que, só pode ser amenizado e/ou evitado com a adesão  de todos os homens a um contrato. Dessa forma os governos são criados pelos homens para que a vida e a liberdade sejam garantidas.

 

DIREITO NATURAL X DIREITO POSITIVO

 

O direito natural seria uma derivação da razão correta - assim como a natureza tem suas leis, o homem também teria, por natureza, as suas. Já o direito positivo seria o conjunto de leis que os homens criam para conviver em sociedade. Em Locke, a liberdade, a propriedade ( tudo o que pertence a cada indivíduo) e a vida. Portanto, mesmo quem não possui bens é proprietário de sua vida, de seu corpo, de seu trabalho e, por consequência, dos frutos desse empenho.

 

Assim, com base no direito natural de cada um, cria-se o direito positivo a que todos têm de obedecer.

 

Na filosofia de John Locke há a valorização do indivíduo como agente histórico e jurídico.Para isso, toda ação depende necessariamente do indivíduo. O tipo de governo que ele deixa existir, o tipo de relações sociais sob as quais viverá, o conhecimento que deverá produzir, enfim sua felicidade ou tristeza não competem mais ao rei ou ao senhor feudal, mas somente ao indivíduo.

 

Para saber mais:

Superleituras. https://www.youtube.com/watch?v=zTcp01-UoHE ou Por que John Locke odiava o estado forte.

 


sexta-feira, 7 de maio de 2021

FILOSOFIA - PROFª TELMA - 3ºA, 3ºB

 Boa tarde alunos

Espero que todos estejam bem.


Iniciamos o 2º Bimestre e as atividades serão postadas no Google Classroom.

Aguardo a participação de todos.


O código de acesso está descrito abaixo.


3ºA wifkxlb

3ºB kxcyx2i


meu email telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br


FILOSOFIA - PROFª TELMA - 2ºB - 2ºC E 2ºD

Boa tarde alunos.

Espero que todos estejam bem.


Iniciamos o 2º Bimestre e as atividades serão postadas no Google Classroom


O código para acesso estão descritos abaixo:


2ºB  jgitx3n


2C  z7sk3pn


2ºD hhoflal


Aguardo a participação de todos.


Meu email : telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br

quinta-feira, 15 de abril de 2021

3º Anos A e B

 Boa tarde alunos


O HOMEM COMO SER DE NATUREZA E LINGUAGEM.

 Para complementar a aula do Centro de Mídias : Humanidade : história ou estória, apresento o texto abaixo para leitura.

0 HOMEM COMO SER DE LINGUAGEM E DE PALAVRA

Esta situação de aprendizagem desenvolve os temas linguagem e palavra. Focaremos a palavra e a língua como aspectos definidores do ser humano e, também, como condição para a elaboração do discurso filosófico.



A Filosofia como o cuidado com as criações da palavra


Platão (428-347 a.C)  em um diálogo chamado Fedro, o filósofo afirmou que a língua é como pharmacon, que significa ao mesmo tempo veneno, cosmético e remédio. A língua como veneno é relativa ao discurso irônico, agressivo, provocador de rupturas, discórdias e mágoas. Como cosmético é marcada pelo discurso superficial que não oferece condições e fundamentos para se pensar as consequências das afirmações; é o discurso que pretende agradar e esconder conflitos, maquiando fatos. A língua como remédio pode ser associada aos discursos que ajudam os homens a compreenderem melhor a si mesmos e aos outros. A psicologia, a arte e a religião podem ser tomadas como áreas que contam com a língua como remédio.

Aristóteles (384-322 a.C) Na abertura de sua obra Política afirma que somente o homem é um animal político, isto é porque somente ele é dotado de linguagem. Os outros animais, escreve Aristóteles, possuem  voz (phoné), mas o homem possui a palavra ( logos) e, com ela exprime o bem e o mau, o justo e o injusto. Parte do diálogo Crátilo de Platão para desenvolver no “Tratado da Interpretação” duas grandes linhas de discussão filosófica sobre a linguagem : 1- a relação entre linguagem e pensamento e 2 – a função comunicativa da linguagem. Na obra Retórica  destaca a função comunicacional da linguagem e na obra Poética a linguagem metafórica.

Aurélio Agostinho (354 – 430). O diálogo “ De Magistro” forneceu elementos fundamentais para o desenvolvimento da discussão sobre a natureza e o funcionamento da linguagem em toda a tradição. Sua posição é inata  ( a possibilidade de conhecer supõe algo de prévio, que torna inteligível a própria linguagem, ou seja: a luz interior). Desde sua definição do signo até sua discussão sobre o caráter reflexivo da linguagem e o papel da metalinguagem, a filosofia agostiniana da linguagem constitui o ponto de partida de diferentes linhas de discussão até o pensamento contemporâneo.

René Descartes ( 1596-1650) – sem ter dedicado nenhum texto específico à questão da linguagem, influenciou em sua época o desenvolvimento de uma “ lógica do pensamento” no Discurso do Método – a linguagem como sinal da razão.

John Locke (1632-1704)  Na obra Ensaio sobre o entendimento humano dedica todo o livro III sob o título: “ Sobre as palavras ou a linguagem em geral”  afirma : São as ideias que dão conteúdo cognitivo às palavras, que são signos convencionais das coisas.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) Na obra Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, especula que a primeira forma de linguagem dos seres humanos teria sido “grito da natureza”. Vincula linguagem e sociedade  simbolizada pela perfectibilidade – característica  exclusiva da humanidade.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951), filósofo austríaco, foi um dos mais importantes pensadores da linguagem no século XX  em sua obra “ Tratado lógico Filosófico,” está preocupado com  a essência da linguagem, com seu mecanismo de significação das coisas e do mundo. Outra obra do filósofo “ Investigações  filosóficas” afirma que não existe a linguagem, mas múltiplas linguagens com diferentes objetivos. O significado de uma palavra não é universal e imutável, seu significado depende do jogo no qual ela é usada.  O filósofo afirma : “ os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo”É por isso que ele chega a uma interessante afirmação: quanto mais ampla minha linguagem  ( minhas possibilidades de representação), mais amplo é meu mundo, quanto mais restrita minha linguagem, mais restrito é meu mundo e vive-versa. De modo que, quanto mais amplo meu mundo e minha linguagem, mais possibilidades e pensamento tenho.

Jacques Derrida (1930-2004), filósofo francês , afirma que  a linguagem não é uma janela para um mundo objetivo; em vez disso ela impõe estrutura ao mundo, criando divisões que não existiriam sem ela. Não somos capazes de pensar sem a linguagem, de modo que não temos acesso direto ao mundo objetivo. O próprio mundo é um texto – um conjunto de objetos, propriedades e eventos que adquirem significado por meio da linguagem.  Acredita que não há uma verdade absoluta sobre o que nossas palavras significam. Os significados mudam de um contexto para outro e são determinados , pelos ouvintes e por práticas sociais que o emissor não pode controlar. O método de Derrida é o da desconstrução. Na obra  A farmácia de Platão,  Derrida comenta o mito de Thot, que serve de ponto de partida para a discussão sobre linguagem e leitura.


Outros filósofos que se dedicaram ao estudo da linguagem que merecem destaque são :


- Peirce (1839-1914) - O que é um signo?

-Humboldt (1767-1835) - Sobre a diferença da estrutura das línguas humanas.

- Frege ( 1848-1925) -Sobre o sentido e a referência

- Russell (1872-1970) -Significado e verdade

- Austin (1911-1960)- Quando dizer é fazer

- Heidegger ( 1889-1976)- Carta sobre o humanismo

- Chomsky (1928-) - Linguagem e Pensamento

- Saussure (1857-1913) - O estruturalismo linguístico 

- Foucault (1926-1984) - A ordem do discurso: linguagem e poder.


Indicação de Leitura:


MARCONDES, Danilo. Textos básicos de linguagem: de Platão a Foucault.Rio de Janeiro: Zahar, 2011.


2ºs Anos B,C e D - Filosofia - Profª Telma

 AUTONOMIA

Para complementar a aula do Centro de Mídias Liberdade e Solidariedade  fica a sugestão para assistir ao video : 5 ensinamentos de Kant que valem por uma vida no Youtube.

quarta-feira, 10 de março de 2021

FILOSOFIA 3ºA,B - A LINGUAGEM - PARTE 1- PROFª TELMA

 A LINGUAGEM - PARTE 1 -  Sensibilização

 Leia o texto e responda as questões:

Você fala nheengatu?

" Se não fala, vai ter muita dificuldade para viver em São Paulo, transitar ou mesmo conversar. Vá que você coma algo que lhe faça mal às pacueras ou que tenha um parente muquirana que lhe negue uns trocados quanto precise. O que fará você quando alguém lhe disser que está com dor nos oio, coceira na oreia, brigado com a muié, palavras portuguesas com pronúncia nheengatu?

Na metrópole, há 34 estações com nome nheengatu, sem contar os nomes de ruas e os nomes de pessoas, como Iara ou Maíra. Quem  não fala nheengatu nem pode tomar os trens, usar o metrô ou utilizar os ônibus da cidade. Como vai dizer aqueles nomes, escritos nessa líongua, para comprar um bilhete ou pedir uma informação?

Não poderá transitar pela Rua da Tabatinguera, a mais antiga de São Paulo, de quando a gente de Piratininga fazia fuxico em nheengatu e ia para a beira do Rio Tamanduateí buscar tabatinga para caiar as casas. Não poderá cruzar a ponte para ir à Mooca, não por medo dos tamanduás. Não poderá nem mesmo passear pelo Vale do Anhangabaú, sob o qual passa o ribeirão em que outrora Anhangá assombrava os índios com seus malefícios e sua água envenenada, que , mais tarde se descobriu, continha arsênico. Vade retro! E como morar na Vila Prudente e estudar na Cidade Universitária, tendo que cruzar a Mooca, o Anhangabaú e o Butantã?  Só falando nheengatu. E menos ainda passar o domingo com a família no Ibirapuera.

A Mooca em que, no século 17, o opulento Manuel João Branco criava gado, que  administrava o ouro do Jaraguá, em nheengatu, e o gastava em português. O mesmo Manuel João que circulava em Lisboa carregado numa rede paulista por índios levados de São Paulo, aos quais dava ordens em nheengatu, quando para lá foi levar um pequena cacho de bananas, de ouro, para presentear e bajular o rei de Portugal, D. João IV, o Afortunado.

Se viajar de trem e não conseguir relaxar a língua para dizer os nomes nheengatu, não chegará ao Ipiranga, Tamanduateí, Utinga, Capuava, Guapituba, Paranapiacaba ou, no oposto, Piqueri, Pirituba, Jaraguá, Caieiras, Jundiaí. Nem sei como Dom Pedro foi proclamar a Independência verde e amarela no rio vermelho do Ipiranga, se não falava nheengatu. Ou falava e não sabia?

E coitado de quem tiver de ir a Carapicuíba, Itapecerica ou Embu. Cuidado, é só pedra e cobra. Se for a Mogi das Cruzes por Itaquaquecetuba, Itaquera e Guaianases, dá no mesmo, pedra e cobra. A cobra de Mogi o esperará nas Cruzes.

Mas se você consegue falar esses nomes todos e não se perde, saiba que apesar da proibição da língua nheengatu pelo rei de Portugal de 1727, você é bilíngue: pensa em português, língua estrangeira, e fala em nheengatu, a língua brasileira.

Pena que na escola não nos digam isso. O fantasma do rei de Portugal ainda manda em nossa educação.

MARTINS, José de Souza. Você fala nheengatu? O Estado de São Paulo, 9 abr. 2012, p.C6.

Questões

1- Qual é o tema desse texto do sociólogo José de Souza Martins?

2- O que é nheengatu? O texto permite saber o significado dessa  palavra? Qual é?

3- O texto foi escrito no registro culto ou popular?

4-Pesquise o significado das seguintes palavras: Ipiranga, Anhangabaú, Tabatinga, Mooca, Tamanduateí, Pirituba, Jaraguá , Capuava e Nheengatu.

Atividade para entregar até 31/03/2021  -  Vale 10 pontos

FILOSOFIA 2ºB,C, D - A LIBERDADE - PROFª TELMA

 Leia o texto e responda as questões:

A LIBERDADE

O tema liberdade é uma questão ética por excelência. Compreender o elevado sentido, identificar seus limites e defender sua necessidade para a plena realização da condição humana constitui passo fundamental no caminho da construção da cidadania, em geral, e no desenvolvimento da consciência do ser humano.

A palavra liberdade significa a capacidade individual de audeterminação, caracterizada por compatibilizar autonomia e livre-arbítrio com os múltiplos condicionamentos naturais, psicológicos ou sociais que impõem predisposições ao agir humano.

DESTINO E DETERMINISMO

A ideia de destino significa que o homem não pode escolher para onde vai, ou até o que fazer, mesmo que seja contra a sua vontade. Algo de fora dele decidirá, e não há nada que ele possa fazer para mudar seu futuro ou alterar o seu presente. Essa ideia tem caráter religioso e pode-se dizer que foi introduzida na Filosofia pelos estóicos.  Para eles, havia uma causa necessária para tudo, ou seja, o mundo inteiro segue certas leis, as quais obrigam as pessoas a agir e morrer sem poder decidir por si.

Essa ideia de causa necessária, posteriormente aplicada à ciência, significa que tudo tem uma causa e um efeito; o destino de tudo já foi decidido pela sua causa. Entretanto muitos filósofos não admitem a existência do destino, embora cheguem a concordar que as pessoas fazem escolhas condicionadas, que resultam de determinações, pois haveria vários e pequenos motivos que acabaram por criar o ocorrido.

LIBERDADE

Pensar sobre o destino pode ser problematizado com perguntas sobre nossa liberdade: Temos liberdade para agir sempre de acordo com o bem? O nosso bem é o bem do outro? Quais são os limites para a nossa liberdade?

Ora, se não houvesse liberdade seríamos incapazes de mudar a própria vida e tudo dependeria do que está fora de nós. Mesmo reconhecendo a existência de vários elementos que poderíamos chamar de causas e de limitações para nossa liberdade, cabe ao homem  analisar tais limitações e buscar formas de superá-las.

A LIBERDADE DE FAZER-SE

Para o filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) a liberdade não se resume ao que podemos escolher. Ela se dá pela invenção de possibilidades. Nós podemos inventar nossas opções. Mas isso acontece, sobretudo, quando inventamos a  nós mesmos. Se recordarmos John Locke, filósofo inglês (1632-1704), ele pressupunha que todos nós nascemos vazios, mas com nossas experiências podemos adquirir o conhecimento e, portanto, tornamo-nos alguma coisa. A mais profunda liberdade é poder escolher o que somos e não apenas o que fazemos. Nós escolhemos um projeto para nós mesmos, o que Sartre chama de compromisso. Nós nos comprometemos com nossos valores, gostos, sonhos, desejos e projetos. Sobre o que somos e o que seremos nós decidimos. A razão disso tudo é a liberdade, que nos permite tornar um tipo de pessoa, voltar atrás e mudar para outra direção.

A liberdade exige cada vez mais liberdade, liberdade de ser o indivíduo que queremos - bons, felizes, inteligentes, cultos, etc., Liberdade de escolha - mesmo com limites, a partir de nossa vida, nós decidimos a criação de uma outra vida para nós. " Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim"

Mas ninguém é livre sozinho. Para nos fazermos e refazermos precisamos de outras pessoas com as mesmas possibilidades. É a liberdade dos outros que garante a nossa liberdade.


QUESTÕES

1 - Comente em que medida a frase de Sartre significa uma crítica ao determinismo absoluto: " Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim?

2- O que significa compromisso para Sartre?

3- Interprete a seguinte frase de Evelyn Beatrice Hall, indicando qual é a sua importância para a manutenção da democracia: " Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."

4- Leia o art. 5º da Constituição do Brasil : Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se  aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade. (Constituição do Brasil, 1988), analise-o do ponto de vista do momento atual (Epidemia Covid - 19.

5- Você concorda com a ideia de destino e determinismo? Justifique

Atividade para entrega até 31/03/2021 - vale 10 pontos.

quarta-feira, 3 de março de 2021

2º.ANOS B,C,D - FILOSOFIA - ATIVIDADE 2 - PROFª TELMA MARIA

 INTRODUÇÃO À ÉTICA

Complemento à aula do Centro de Mídias do dia 25/2

Leia o texto e responda as questões

1.1. - O que é Ética e o que é Moral

Ética é uma investigação, ou seja, uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.

Moral é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

1.2 - Diferenças entre Ética e Moral

Ética : define o que é bom e o que é mau, segundo as circunstâncias, segue princípios reflexivos.

Moral: define o que é bom e o que é mau, antes das ações, são regras de vida e segue princípios ideais.

1.3- Critérios éticos de Sócrates, Aristóteles e Epicuro.

Critérios éticos são reflexões sobre o modo de agir humano, das quais resultam indicações de conduta.

1.3.1 - Critérios éticos de Sócrates (c.470-399a.C)

A preocupação com os problemas éticos teve início de forma sistematizada com Sócrates que, ao contrário dos sofistas que afirmavam que não existem normas e verdades universalmente válidas (concepção ética relativista) sustentou a existência de um saber universalmente válido.

A essência do homem: é sua alma inteligente e sua finalidade é conhecer essa alma inteligente. A virtude  é a ciência  (conhecimento)  e o vício é a ignorância. A ética socrática é racionalista.

1.3.2 - Aristóteles (c.384-322a.C)

O homem é a sua alma inteligente e sua finalidade é a felicidade. A felicidade para o homem é desenvolver a sua racionalidade.  O indivíduo que se desenvolve no plano teórico, pode compreender a essência da felicidade e, de forma consciente, guiar sua conduta. É autor da obra Ética a Nicômaco. Segundo Aristóteles a alma é dividida em três partes:

Vegetativa - responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir, reproduzir)

Sensitiva - ligada as sensações ao movimento 

Intelectiva - responsável pelo uso da razão(pensamento)

Felicidade deve ocorrer em todas as partes da alma e o conhecimento deve fazer com que não haja exagero em qualquer parte da alma. A virtude é o equilíbrio e o vício é o desequilíbrio.

1.3.3 - Epicuro (c.341- 270a.C)

Depois do período clássico grego, o estoicismo desenvolveu uma ética baseada na procura de paz interior e no autocontrole individual, fora dos contornos da vida política. A ética do epicurismo, de forma semelhante, defendia a atitude de desvio da dor e da procura do prazer espiritual, do autodomínio e a paz de espírito (ataraxia). Algumas recomendações de Epicuro:

1- A morte é nada para nós. Com efeito, aquilo que está decomposto é insensível e a insensibilidade é nada para nós.

2- Nenhum prazer é em si mesmo um mal, mas aquilo que produz certos prazeres acarreta sofrimentos maiores do que os prazeres.

3- Não tenhas medo dos deuses. Os deuses são felizes e seres felizes não estão preocupados com a vida dos outros.

4- O mal dura pouco. O mal é a dor e dura pouco, o máximo que ela pode fazer é levar à morte, que no fundo é nada. Quando a dor termina, começa o prazer.

Questões para avaliação

1- Qual é a diferença entre moral e ética?

2- Tudo o que é moral é ético? Tudo o que é ético é moral?

3- Com qual das três concepções éticas do texto você se identifica?  Justifique

4- De acordo com o seu entendimento, a quem a falta de ética e moral mais prejudica?

5- Para você, onde a ética está fazendo mais falta atualmente? Por quê?


Atividade = 10 ponto - Data de entrega : até 17/03/21.



terça-feira, 2 de março de 2021

3A/3B - FILOSOFIA - ATIVIDADE 2 - PROFª TELMA MARIA

Bom dia alunos.

Leiam o texto abaixo e respondam as perguntas. 

TODOS OS HOMENS SÃO FILÓSOFOS

Antonio  Gramsci (1891-1937), um filosofo italiano do do século passado, já alertava para a necessidade de se combater o preconceito muito difundido de que a filosofia é uma atividade intelectual muito difícil e, por isso, restrita a uma minoria de inteligência privilegiada. Isso porque, para ele, em certo sentido " todos os homens são filósofos", pois, de algum modo, todas as pessoas, independente do seu grau de escolaridade, lidam, convivem, trabalham com a filosofia e a utilizam no seu dia a dia, mesmo que não se apercebam disso. Afinal a Filosofia está presente na linguagem, no senso comum, no "bom senso", na religião", enfim em todo sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ser e agir que caracteriza o que convencionalmente se  denomina de "folclore" e do qual participam.

A Filosofia está presente na linguagem porque est não é pura e simplesmente um amontoado de "palavras gramaticalmente vazias de conteúdo". Ao contrário ela é um conjunto de noções e conceitos determinados, muitos dos quais derivados da Filosofia. Portanto a Filosofia está presente na linguagem que utilizamos, mesmo que não tenhamos consciência disso. Daí por que, para Gramsci: " Linguagem significa também cultura e Filosofia ( ainda que no nível do senso comum."

O senso comum é o conjunto de valores, crenças, opiniões, preferências, que constitui a nossa visão de mundo e que orienta nossas ações e escolhas cotidianas. Em geral é assimilado acriticamente, sem qualquer questionamento. A exemplo do que acontece na linguagem, muitos desses valores e crenças têm origem na Filosofia, mas nós os assimilamos espontaneamente, sem nos darmos conta  de sua origem. Simplesmente pensamos e vivemos de uma determinada maneira, acreditamos em certo grupo de valores, defendemos alguma posição política, ideológica ou religiosa, e assim por diante, sem, nos preocuparmos em fundamentar nossas opiniões. Ao contrário, contentamo-nos com  argumentos superficiais, muitas vezes inconsistentes ou contraditórios.

O bom senso por sua  vez, coincide com a Filosofia. Enquanto o senso comum é acrítico, espontâneo, irrefletido, o bom senso implica refletir, tomar consciência de que acontecimentos possuem uma dimensão racional  e que, portanto, devem ser compreendidos e enfrentados também de forma racional, a fim de se obter uma orientação consciente para a ação, evitando se  deixar levar por "impulsos instintivos e violentos". Esse " bom senso" Gramsci chamou de núcleo sadio do senso comum. Ou seja, mesmo no nível do senso comum é possível refletir, pensar de maneira crítica sobre a realidade, tomar consciência dela e agir de modo coerente com essa consciência. E isso já é "filosofar". De fato, não é raro vermos pessoas simples, às vezes com pouca ou nenhuma escolaridade, que revelam um entendimento aguçado e bem elaborado da realidade que vivem.

Finalmente, a Filosofia está presente na religião porque também na experiência religiosa nos deparamos com questões e conceitos ( Deus, alma, morte, promessa, etc.) que foram e continuam sendo objeto de reflexão e da elaboração dos filósofos.

Portanto, se a Filosofia está contida na linguagem, no senso comum, no bom senso e na religião, podemos então afirmar que ela está presente em todas as dimensões da vida humana, sendo, portanto familiar a todas as pessoas. Afinal, toda atividades humana, mesmo aquelas que são predominantemente práticas ( as diversas formas de trabalho manual, por exemplo), é sempre acompanhada de um pensar, de um saber, em suma de um trabalho intelectual, racional, reflexivo. É nesse sentido que podemos afirmar que "todos os homens são filósofos"

Qual a diferença entre o filosofar de uma pessoa comum e o de um filósofo profissional ou especialista?

"O filósofo profissional ou técnico não só "pensa" com maior rigor lógico, com maior coerência, com maior espírito de sistema do que os outros homens, mas conhece toda a história do pensamento, isto é, sabe as razões do desenvolvimento que o pensamento sofreu até ele e está em condições de retomar os problemas a partir do ponto em que eles se encontram após terem sofrido a mais alta tentativa de solução etc.. Ele tem no campo do pensamento, a mesma função que nos diversos campos científicos têm os especialistas".

É importante perceber que a propagação desse preconceito cumpre uma função política conservadora, na medida em que afasta a Filosofia do contato com as massas, com o povo, com as pessoas mas simples. Dessa forma, impedidas de se apropriar dos conceitos e das teorias elaboradas mpelos filósofos, as pessoas ficam desprovidas dessas ferramentas que lhes permitiriam superar mais facilmente o senso comum e adquirir um conhecimento mais crítico e elaborado da realidade em que vivem.

GRAMSCI,A. Caderno11 (1932-1933). Introdução ao estudo da Filosofia. In: Cadernos do cárcere. Vol.1. Edição Carlos Nelson Coutinho et ali. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p.93


Perguntas

1-Qual a diferença entre o "filósofo" e o filósofo especialista, segundo Gramsci?

2-Qual o objetivo de Gramsci ao afirmar que todos os homens são filósofos?

3-Segundo  Gramsci qual a diferença entre senso comum e bom senso?

4- Explique por que a ideia de que a Filosofia é uma atividade muito difícil e acessível apenas a poucos privilegiados é politicamente conservadora.

5- Reflita  sobre o significado da afirmação "Todo brasileiro é um técnico de futebol embora nem todos exerçam essa função profissionalmente. Em seguida, responda: Você vê alguma relação entre a frase anterior e a formulada por Gramsci " Todos os homens são "Filósofos".

Cada questão = 2 pontos  - Data de entrega até  23/03/21


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

2º B,C,D - FILOSOFIA - PROF ª - TELMA MARIA - CÓDIGOS CLASROOM

 2º B,C,D, - FILOSOFIA - PROF ª TELMA MARIA - CÓDIGOS CLASSROOM


 Boa tarde alunos.


A partir de 01/03 - as atividades de filosofia também  estarão disponíveis no Classroom nos códigos abaixo:


2º ANO B -  jgitx3n


2º ANO C  - z7sk3pn ( aguardar atualização)


2º ANO D - hhoflal


Estou disponível para tirar dúvidas no e-mail  telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

3º ANOS A,B - FILOSOFIA - PROF ª TELMA MARIA - ATIVIDADE 1 - 1º BIMESTRE

 3º ANOS A,B - FILOSOFIA - PROF ª TELMA MARIA - ATIVIDADE 1 - 1º BIMESTRE

FILOSOFIA E COTIDIANO  - O PRECONCEITO

Habilidade : Estabelecer distinção entre o filosofar espontâneo, próprio do senso comum e o filosofar típico dos filósofos especialistas.

Olá alunos, sejam bem-vindos.   Espero que todos estejam bem.

É importante assistir as aulas  do Centro de Mídias SP - Filosofia acontece às quintas-feiras 18h30 às 19h00.

Na história da filosofia encontramos vítimas de preconceito em relação à Filosofia podemos citar : Tales de Mileto, Sócrates, Gramsci que afirmou que todos os homens são filósofos.

 Na aula do dia 18/02  do Centro de Mídias, destacaram a filósofa húngara   Agnes Heller (1929 - 2019)

Leia o texto abaixo e responda as questões:

Sobre preconceitos

"O preconceito é a categoria do pensamento  e do comportamento cotidiano. Os preconceitos sempre desempenharam uma função importante também nas esferas que, por sua universalidade, encontra-se acima da cotidianidade; mas não procedem essencialmente dessas esferas, nem aumentam sua eficácia; ao contrário, não só diminuem como obstaculizam o aproveitamento das possibilidades que eles comportam. Quem não se liberta de seus preconceitos artísticos, científicos e políticos acaba fracassando, inclusive pessoalmente."[...]

"A maioria dos preconceitos, embora nem todos, são produtos das classes dominantes, mesmo quando essas pretendem, na esfera do para-si, contar com uma imagem doi mundo relativamente isenta de preconceitos e desenvolver ações correspondentes. O fundamento dessa ação é evidente: as classes dominantes desejam manter a coesão de uma estrutura social que lhes beneficia e mobilizar em seu favor inclusive os homens que representam interesses diversos ( e até mesmo, em alguns casos, as classes r camadas antagônicas). Com a ajuda dos preconceitos, apelam à particularidade individual, que - em função de seu conservadorismo, de seu comodismo e de seu conformismo, ou  também por causa de interesses  imediatos é de fácil mobilização..."


1- Com base no texto, como você definiria preconceito?

2- Por que não é possível encontrar receitas para libertar-se de preconceito?

3-Você se considera preconceituoso em relação à Filosofia? Justifique


Copiem as questões em seu caderno, respondam,.

Ao final tirem fotos e enviem para:

telmaduarte@prof.educacão.sp.gov.br


Data de entrega - até 11 de março de 2021.





















2º ANOS B,C,D, - FILOSOFIA - PROF ª TELMA MARIA - ATIVIDADE 1 - 1º BIMESTRE

 2º  ANOS B,C,D - FILOSOFIA - PROF ª TELMA MARIA -  ATIVIDADE 1 - 1º BIMESTRE

INTRODUÇÃO À ÉTICA - O EU RACIONAL

Habilidade : Questionar a realidade social e planejar ações de intervenção solidária.

Olá alunos,  sejam bem-vindos

Espero que todos estejam bem.

È importante assistir as aulas do Centro de Mídias SP - Filosofia acontece às quintas-feiras  18h00 às 18h30.


Assista a aula do dia 11/02 no Youtube e responda as questões abaixo relacionadas:


1- Como podemos aprofundar e melhorar nossa racionalidade e percepção, em especial visando a intervir de modo solidário em nossa realidade social?

2- Qual é o critério dos nossos juízos? Por que escolhemos o que escolhemos?

3- Há limites para a imaginação?

4- Qual é a importância da imaginação para o mundo real?

5- Quais atividades do intelecto preciso melhorar? Em que situações?


 Copie as questões no seu caderno,  respondam, tirem fotos e enviem para:


telmaduarte@prof.educacao.sp.gov.br


Qualquer dúvida, entre em contato através do e-mail.